
🇧🇷 Brasil · Grupo FCI 3
Terrier Brasileiro
Nome original: Fox Paulistinha
Origem
- País/região
- 🇧🇷 Brasil
- Aparição da raça
- Final do século XIX; reconhecido pela FCI em 1995
- Grupo FCI
- 3 — Terriers
Objetivo original vs. uso atual
Para que foi criada
Controlar roedores e caçar pequenos animais em fazendas e sítios brasileiros, cruzando Fox Terriers trazidos da Europa com cães rurais locais.
O que faz hoje
Cão de companhia urbano e rural, muito usado em sítios como alarme vivo e controlador de pragas; também compete em provas de agility.
A transição: Saiu do curral para o apartamento sem perder o instinto de caça: continua cavando, perseguindo e avisando de qualquer movimento estranho.
Características físicas
- Altura na cernelha (macho)
- 35–40 cm
- Altura na cernelha (fêmea)
- 33–38 cm
- Peso (macho)
- 8–10 kg
- Peso (fêmea)
- 6–9 kg
- Pelagem
- Curta, lisa, justa ao corpo
- Cores aceitas
- Tricolor obrigatório: branco de base com marcas pretas, azuladas ou marrons e marcações fogo
- Orelhas
- Triangulares, dobradas em semiereção
- Cauda
- Naturalmente curta ou de comprimento médio
- Expectativa de vida
- 12–14 anos
Dimorfismo sexual
Machos ligeiramente maiores e mais territoriais; fêmeas costumam ser mais fáceis de manejar e mais próximas do tutor.
Temperamento e habilidades
60 min de exercício por dia
Uso atual sugerido
Famílias ativas, casas com quintal cercado e tutores que gostem de treinar. Excelente cão de alerta.
Alimentação adequada
- Tipo de ração
- Premium ou super premium para raças pequenas ativas
- Quantidade diária estimada
- 120–180 g por dia
- Refeições por dia
- 2
- ⚠️ Tendência a implorar comida na mesa: controle rígido de petiscos
- ⚠️ Gasta muita energia; ração de baixa qualidade causa perda de massa
Calculadora de porção diária (kcal, gramas e medidas caseiras)
A conta parte da necessidade energética de repouso (70 × peso0,75), aplica o fator de fase de vida e atividade e depois converte as calorias em gramas usando a densidade energética do rótulo da ração (kcal/kg). O resultado sai em gramas e em medidas caseiras.
Padrão da raça: 8–10 kg (macho) · 6–9 kg (fêmea)
1 a 2 passeios por dia mais brincadeiras em casa.
No saco costuma aparecer como “energia metabolizável” ou “EM: 3.800 kcal/kg”.
Energia por dia
616 kcal
RER 342 kcal × fator 1.80
Ração por dia
158 g
≈ 1 ¾ copo americano (200 ml) · faixa de 142 g a 174 g
Por refeição (2×)
79 g
≈ 1 copo americano (200 ml)
🍖 Petiscos e complementos: até 62 kcal por dia (cerca de 16 g de ração equivalente). Se você der petisco, desconte essa quantidade da tigela.
💡 Manutenção normal, com ajuste conforme o escore corporal a cada 2 semanas.
Medidas caseiras são aproximações: 1 copo americano de ração seca pesa entre 80 g e 100 g conforme o tamanho do grão. Pese uma medida cheia na balança uma única vez para calibrar. A referência final é sempre a tabela do rótulo e a orientação do médico-veterinário.
Dicas de alimentação além da ração
A ração completa e balanceada deve ser a base (mínimo 90% das calorias). O que entra além dela é complemento — e alguns alimentos precisam ser evitados especificamente por causa das predisposições do Terrier Brasileiro.
Atenção específica para o Terrier Brasileiro
Hipoglicemia e tártaro em raças pequenas
Filhote mini precisa de 3–4 refeições por dia para não hipoglicemiar. Priorizar ração seca de grão pequeno e escovação dental: alimentos pastosos aceleram a doença periodontal.
Suporte articular na dieta
Ração com glucosamina, condroitina e ômega-3, ou suplementação orientada. Manter escore corporal ideal é mais eficaz que qualquer suplemento.
Pele sensível: suspeitar de proteína
Frango e boi são os alérgenos mais comuns. Em coceira crônica, testar dieta com proteína única/hidrolisada por 8 semanas, sem nenhum petisco fora do protocolo.
O que acrescentar com segurança
✅ Carnes magras cozidas sem sal
Frango, peito de peru, músculo bovino ou tilápia, sempre sem osso, sem tempero e sem cebola/alho. Até 10% das calorias do dia.
✅ Ovo cozido
Proteína de altíssimo valor biológico. 1 ovo inteiro por semana para cães pequenos, 2–3 para grandes. Nunca cru (risco de salmonela e de bloqueio de biotina).
✅ Abóbora, cenoura e batata-doce cozidas
Fibra solúvel que regula o intestino e dá saciedade sem muita caloria. 1–2 colheres de sopa por refeição.
✅ Vegetais folhosos e brócolis no vapor
Antioxidantes e fibras. Em pequena quantidade: excesso de brássicas causa gases e pode interferir na tireoide.
✅ Frutas permitidas em pedaços pequenos
Maçã sem semente, melão, melancia sem semente, banana, morango, mirtilo e mamão. Frutas são petisco, não refeição.
✅ Iogurte natural ou kefir sem açúcar
Probióticos para a flora intestinal. 1 colher (pequenos) a 3 colheres (grandes) por dia, se o cão tolerar lactose.
✅ Ômega-3 (óleo de peixe ou sardinha em água)
Anti-inflamatório para pele, articulações e coração. Dose orientada pelo veterinário: em geral 50–100 mg de EPA+DHA por kg.
✅ Água fresca sempre disponível
Dieta 100% seca exige hidratação abundante. Umedecer a ração com água morna ajuda cães que bebem pouco.
✅ Enriquecimento alimentar
Comedouro lento, tapete de lambedura e brinquedos recheados com a própria ração: reduzem ansiedade e velocidade de ingestão.
O que evitar sempre
🚫 Chocolate, café e chá
Teobromina e cafeína causam taquicardia, convulsão e podem matar.
🚫 Uva e uva-passa
Provocam insuficiência renal aguda mesmo em pouca quantidade e sem dose segura conhecida.
🚫 Cebola, alho, alho-poró e cebolinha
Destroem os glóbulos vermelhos (anemia hemolítica), inclusive em pó e em temperos prontos.
🚫 Xilitol e adoçantes
Hipoglicemia grave e lesão hepática. Cuidado com chicletes, pastas de amendoim diet e doces.
🚫 Macadâmia, nozes e castanhas em excesso
Tremores, fraqueza de patas traseiras e pancreatite pela alta gordura.
🚫 Abacate, caroços e sementes
Persina no caroço do abacate; sementes de maçã, pêssego e cereja liberam cianeto.
🚫 Ossos cozidos e ossos pequenos
Lascam e perfuram o trato digestivo. Nunca ossos de frango, costela ou ossos assados.
🚫 Massa crua, álcool e alimentos fermentados
A fermentação produz etanol e gás dentro do estômago.
🚫 Frituras, embutidos e sobras temperadas
Sal, gordura e conservantes desencadeiam pancreatite e doença cardíaca.
🚫 Leite de vaca em volume e queijos gordurosos
A maioria dos cães adultos é intolerante à lactose: diarreia e cólica.
🚫 Trocar a ração de uma vez
Toda mudança deve ser gradual, misturando por 7–10 dias, para evitar diarreia.
Cuidados e saúde
- Tosa / escovação
- Não precisa de tosa; escovação semanal
- Frequência de banho
- A cada 3–4 semanas
Doenças hereditárias comuns
- Luxação de patela
- Surdez congênita associada ao branco
- Doenças oculares hereditárias
- Dermatites de contato
Cuidados específicos
- Quintal com cerca enterrada: é escavador nato
- Treino de controle de latido desde filhote
Compatibilidade
- Boa para apartamento3/5
- Boa com crianças4/5
- Aceita outros pets3/5
- Indicada para tutor iniciante4/5
Curiosidades
- É uma das raças oficialmente brasileiras reconhecidas pela FCI.
- O apelido 'Fox Paulistinha' nasceu em São Paulo, onde a raça foi fixada.
- Chegou a quase desaparecer nos anos 1960 e foi resgatada por criadores brasileiros na década de 1970.
Ficha técnica resumida
- Origem
- Brasil
- Porte
- Pequeno
- Peso
- 8–10 kg / 6–9 kg
- Altura
- 35–40 cm / 33–38 cm
- Pelagem
- Curta, lisa, justa ao corpo
- Cores
- Tricolor obrigatório: branco de base com marcas pretas, azuladas ou marrons e marcações fogo
- Expectativa de vida
- 12–14 anos
- Grupo FCI
- 3
- Energia
- 5/5 (60 min/dia)
- Adestrabilidade
- 4/5
- Guarda
- 4/5
- Inteligência
- 4/5
- Custo médio mensal estimado
- R$ 250 – R$ 450